

Presidente do Banco do Brasil

Presidente do Júri Qualidade em Bancos

Presidiu o fórum sobre as oportunidades no Rio de Janeiro.

Participou do fórum sobre novos rumos do desenvolvimento de São Paulo

Afirma que o caos da infra tem aspectos positivos
Empreendedores de SP
e RJ estão
preocupados
A coluna de
João Abud
A Procomp era uma pioneira empresa brasileira de TI (sistema da urna eletrônica, ATMs, etc.). Há alguns anos, seus controladores fizeram um acordo acionário com a empresa global Diebold, que manteve as atividades de pesquisa e desenvolvimento no País e passou a colocar no mercado global a TI originária do Brasil. O presidente da Diebold Brasil, João Abud, está começando nesta edição uma coluna mensal em BANCO HOJE.
Por: Leo Fernandes
Na edição do mês de março do portal BANCO HOJE, abordaremos como destaque principal o 22º Prêmio Qualidade em Bancos, que foi vencido pelo BANCO DO BRASIL, presidido por Aldemir Bendine.
Também temos o artigo de Rogério de Oliveira, presidente do conselho da Ressource, que falou sobre o momento de escassez de mão de obra que o país vive e que isso pode ser uma boa oportunidade para capacitação e criação de novos postos de trabalho com a chegada de eventos internacionais ao Brasil nos próximos anos.
Este mês teremos a estreia da coluna de João Abud, presidente da Diebold. A outra coluna é a respeito da preocupação dos empreendedores do Rio e de São Paulo com os altos investimentos na indústria.
À direita, na parte inferior do portal temos uma página dedicada aos nossos colunistas, são catorze especialistas em diversas áreas de tencologia, economia e sistemas bancários onde você poderá ficar atento às novidades ou tirar dúvidas a respeito desses assuntos.
Desfrute a edição desse mês de BANCO HOJE.


FOTO DA REUNIÃO DO JÚRI
ENTREVISTA COM ALDEMIR BENDINE
O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, concedeu entrevista à revista BANCO HOJE, publicada na edição deste mês de maio.
O dirigente, que recebeu o diploma do prêmio QUALIDADE EM BANCOS, prevê que o Banco do Brasil abrirá marcará mais presença em todos os municípios do Brasil e abrirá novas agências no exterior, como em países da Ásia e África. Sendo assim uma forma de evitar que o Brasil sofra com os reflexos da crise econômica global.
O Banco do Brasil foi premiado no mês de março em uma cerimônia onde estiveram presentes vinte representantes da área empresarial.
De repente, a infraestrutura ganhou o título de inimigo público número um. Mas não por ter deteriorado ou encolhido. O que mudou foi o volume de atividades e a infra ficou insuficiente para dar suporte às novas exigências. Esse entrave principal ao desenvolvimento do Brasil estava adequado às necessidades de alguns anos atrás, mas agora precisa ser ampliado. À primeira vista, parece ser uma má notícia. Pensando melhor, é uma formidável oportunidade para a economia e também para as pessoas, pois entre os itens caracterizados como infraestrutura está a mão de obra qualificada. Há poucos anos, uma das lacunas do País estava o não aproveitamento de profissionais de nível superior e isto consistia um desestímulo a escolaridade. Agora a situação se inverteu e os jovens podem se dedicar aos estudos sabendo que há vagas para os qualificados. Ou teremos de “importar” profissionais qualificados. “Bendito problema” como opinou um dos profissionais melhor conceituados no mercado de tecnologia da informação, Rogério de Oliveira, que presidiu a IBM por 8 anos.Seu trabalho está publicado na edição de fevereiro de BANCO HOJE. No mesmo sentido estão publicados trabalhos de outros dois destaques do mercado de tecnologia e de comunicação Alex Freitas ex-vice-presidente da HP e Hiran Castelo Branco, diretor da Escola Superior de Propaganda e Marketing. É bom ler estes trabalhos, que mostram que estamos vivendo em um outro mundo e, especialmente,um novo Brasil. Quem não perceber isto corre o risco de atirar em alvos errados. ATÉ VOCÊ ESTÁ SE TRANSFORMANDO
Artigo de Rogério de Oliveira presidente do Conselho da Ressource O Brasil está entrando numa década - agora até 2022 - que deve se chamar de "década da escassez". Esta década chega depois de um período de "pujança econômica" que vem acontecendo no Brasil e deve continuar. O Brasil cresceu do ponto de vista econômico, trouxe quarenta milhões de pessoas para o mercado de consumo. E isso gerou, por consequência, uma escassez no país, que vai se prolongar por um período longo, em todas as áreas. É um bendito problema que vai forçar a inovação, o paradigma de mudança de processo, a melhoria de produtividade e ela vai acontecer com a melhor formação das pessoas, com o uso de TI, que é um elemento fantástico para o aumento de produtividade em qualquer setor. Então é um potencial muito grande. Essa escassez se reflete de várias maneiras: no fundo falta tudo. Algumas coisas são visíveis: falta aeroporto, falta estrada pavimentada, falta energia elétrica, falta transporte, falta mão de obra qualificada e de toda sorte, não é só qualificada. Agora muito mais gente tem poder aquisitivo, precisam de empregadas domésticas, precisam de babás. tudo isso é escassez. Se você tem um bar ou um restaurante, falta garçom, cozinheiro... Esse lado é interessante, o número de empregadas domésticas nos últimos anos se manteve estável e agora começa a cair. Então você tem mais de cinco milhões de pessoas que trabalham como empregadas domésticas e agora isso diminuiu mesmo. OS BENEFÍCIOS SOCIAIS DA ESCASSEZ A escassez gera um problema que você não consegue fazer o Brasil crescer a 10% ao ano, sem apoio na área de Tecnologia da Informação, onde começa a se definir uma tremenda falta de profissionais. Você não vai ter em médio prazo um sistema educacional produzindo profissionais de alto nível, isso não acontece num prazo curto. Uma vez que for tomada uma decisão de fazer uma reformulação profunda no modelo de educação e formação profissional, isso demoraria anos para surtir efeito. Outros países emergentes já fizeram como a China, a Índia, e outros países asiáticos então você vai ter uma escassez. Isso na minha opinião, leva uma mudança no paradigma na área de TI. Isto pode gerar várias coisas: primeiro, o modelo de compra e aí o "cloud" pode estar no centro disso até por uma demanda, uma necessidade básica. As quinhentas maiores empresas do mundo a partir de 2015, 2016...elas já devem estar com 35% de sua demanda em "cloud", isso começa a fazer sentido. Por que uma empresa não poderia ter toda a sua parte de mails, toda a parte de agendamento dentro da empresa em vez de comprar de alguém como por exemplo a Google? Grandes companhias compram os serviços de vendas na "cloud" do Extreme Force. Por que essa solução não tem na casa dele. Por que na casa dele tem que ter sistema, estrutura, gente para cuidar, pessoas de TI, ele passa a comprar uma solução fora. Essa experiência, essa quebra de paradigma é muito em função da escassez, que vai chegar ao ponto do Brasil importar mão de obra. O custo do Brasil é alto, o custo laboral ainda é alto, apesar de uma série de medidas que vem sendo feitas, como agora, a nova legislação o INSS da pessoa, da folha de trabalho. Agora, ainda fomos buscar muito pouco qualificado. Então é uma mudança que leva a uma mudança na tecnologia forçosamente. Esse país vai precisar de automação por causa da escassez de pessoas, por exemplo, o Governo: em várias organizações governamentais - federais, estaduais e municipais, o consumo de TI é baixo e eles não resolvem sua necessidade contratando um funcionário público, por que vai custar caro e não vai ter receita. MAIOR ÊNFASE PARA A TECNOLOGIA A automação do processo e a implementação de TI como base é crucial e o Brasil precisa ter melhor gestão pública. quando aparece soluções como "cloud", por exemplo como uma forma de automação de processo em áreas externas de uma maneira mais centralizada, com mais controle. Então tudo isso leva a mudança de paradigma, pois todos são obrigados a serem mais produtivos, a sociedade brasileira terá de ser mais produtiva. Bem ou mal o PIB vai crescer três, quatro ou cinco por cento; cresce também a demanda de TI , que normalmente é duas vezes o PIB. Se projetarmos em dez anos, estamos considerando um aumento da economia, e um aumento da necessidade tão alto, mas o número de pessoas é o mesmo. E tem outro dado demográfico: o número do Brasil se estabiliza agora, a população que vai trabalhar vai ser a mesma: está entrando gente, está saindo gente, mas para de crescer o ritmo de crescimento da mão de obra. A população como um todo, a população inteira, a massa de trabalhadores se estabiliza, e com isso você precisa produzir mais com as mesmas pessoas. A legislação brasileira para importação de mão de obra é complicada, é uma coisa nova por aqui, a empresa entre e monta um parque industrial aqui, tanto é que para você importar um produto, você paga altas taxas. Qual é a saída? Você vir e fabricar aqui. Minha visão sobre essa escassez é para chamar a atenção de um lado do crescimento, da pujança, que tem vai continuar. Apesar de estarmos economicamente num período de estabilidade, como tendência, a demanda aumenta. O fenômeno que aconteceu no Brasil de 40 millhões de pessoas entrarem no mercado de consumo, de economia formal, é exatamente o mesmo que está acontecendo nos outros países emergentes que essas pessoas passam a consumir também, inclusive coisas que nós produzimos. Os alimentos, etc.e tal, quer dizer, o potencial que o Brasil tem para exportar continua crescendo e vai ter uma massa de compradores maior no mundo para essas coisas. O EFEITO SOBRE A AÇÃO DE CADA UM É a implementação de novas práticas que realmente produzirá efeito, por exemplo: se você é um construtor de um prédio, você tem que arrumar uma maneira mais eficiente de usar menos gente, por que hoje qual o problema que você tem na indústria da construção? O que falta? Falta tudo ! Mestre de obras, pedreiro, carpinteiro, falta isso tudo. Como é que você passa isso? Minimizando o número de pessoas na mão de obra e tendo uma automação do processo mais eficiente que é o que a indústria fez. Se você pensar na indústria automobilística de trinta anos atrás, o número de mão de obra e o conteúdo de mão de obra em automóveis será três, quatro vezes mais o custo de hoje. Por quê. Porque automatizou a linha de montagem. Então essa automação ganha por produtividade, então há um problema no Brasil que você vai melhorar em todos os processos. Temos que melhorar os processos, mas a própria indústria de TI carece de mão de obra. Ela vai ter que fazer as mesmas coisas de uma maneira mais eficiente, entendeu? Você não pode ter um bando de programadores basicamente fazendo manutenção de códigos, você vai ter que arrumar outras formas de resolver o problema do cliente, talvez comprando soluções prontas, fazendo soluções no modelo "cloud", usando um modelo mais "utillity", menos artesanal, então você entra numa modalidade que força eficiência, você tem que ser mais eficiente. É tendência que vai acontecer como necessidade, se o Brasil conseguir se aplicar, "cloud" é uma forma, como eu falo, mas a eficiência é uma coisa que vai ser pervasiva, procuramos eficiência em quase tudo que nós fazemos para um país compatível com a quinta economia do mundo, ou sexta. Eu vejo o momento de desafio de grandes mudanças, eu acho que vai ter muita oportunidade para um novo pensamento, uma nova maneira de atender, uma nova maneira de fazer uso, no caso do nosso mundo de TI, disponibilizar a Tecnologia da Informação. INOVAÇÃO: NOVOS PROCESSOS E PRODUTOS É um cenário que gera oportunidade. Talvez fazer mais do mesmo não seja a solução pro futuro, fazer da mesma forma, tem que inovar, usar novos processos, novas metodologias e talvez uma nova abordagem em ferramentas para fazer as coisas de maneira a um custo menor, mais rápida e mais eficiente. Devemos vir a ter uma via de duas mãos, como é que nós vamos exportar? Nós podemos exportar competências, mas são competências que são mais específicas. A competência que o Brasil tem em uma das áreas de indústrias e soluções, talvez com esse "mundo cloud" vindo, a competência que nós vamos desenvolver, passa a ter um alcance globalizado. A troca de serviços no mundo de hoje é muito mais hermética, ela vai se abrir também. O Brasil vai poder exportar mais, mas com muito mais qualidade, o que não vai exportar é mão de obra básica por que você vai competir com países como Índia, O nosso diferencial é um contingente de indústrias, que a gente tem em alguns setores, soluções de software, soluções de problemas de tecnologia que nós desenvolvemos que possam ser exportados. ESPECIAL
(ROGERIO DE OLIVEIRA)
A ESCASSEZ QUE PODE GERAR OPORTUNIDADES DO BRASIL
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"Eu acho que o Brasil não resiste a cada dois anos de eleição. Não dá continuidade!"
Descartes Teixeira (professor na Mesa Redonda de Desenvolvimento de São Paulo)
"..o Brasil é um dos primeiros países em criação de empregos. Mas é um dos últimos no mundo em procedimentos de criação de empresas.."
Luiz Eugênio (vice-presidente da ABVCAP na Mesa Redonda de Desenvolvimento de São Paulo)
"A inserção da iniciativa privada em áreas onde antes era só estado, o grande controlador e hoje estamos vendo como isso foi saudável para o nosso país, que hoje se apresenta como sexta ou sétima economia do mundo em termos de PIB."
Milton Luiz dos Santos (presidente da Nossa Caixa Desenvolvimento na Mesa Redonda Desenvolvimento de São Paulo)
EDITORIAL
4- Rogério Amato
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